Do Livro: Rádio Fluminense Fm - A Porta de Entrada do Rock Brasileiro nos Anos 80.

Pra quem pouco ou nada sabe sobre a Maldita, o livro Rádio Fluminense FM - A Porta de Entrada do Rock Brasileiro nos Anos 80 escrito por Maria Estrella é um bom começo. Conhecer um pouco da controversa e inovadora rádio que tocava rock o dia inteiro e era completamente diferente de todas as outras do dial, é no mínimo curioso e interessante.
Fui ouvinte da rádio de noventa à noventa e quatro, ano em que terminou. Ensaiou volta pelos anos dois mil (inclusive em frequência AM), mas infelizmente, tudo que é bom dura pouco!

Não tocar a mesma música duas vezes ao dia
Isso era sagrado e os blocos de programação eram montados rigorosamente sem o famoso playlist: lista de músicas que se repetem ao longo do dia na programação da rádio. As músicas poderiam ser tocadas novamente no dia seguinte, coincidentemente no mesmo horário, mas era proíbido repetí-las na mesma data. Isso gerou a Sérgio e Amaury a tarefa de obter uma quantidade muito grande de músicas a serem tocadas ininterruptamente ao longo do dia, sem repetição.

Executar as músicas completas, sem intervenção de vinhetas ou das locutoras
Esta característica dava aos ouvintes a oportunidade de gravar as músicas na íntegra, sem a possibilidade de serem interrompidas com uma vinheta da rádio ou a entrada da locutora, seja no ínicio ou no final das muúsicas. Aparentemente irrelevante, este diferencial mostrava o respeito da rádio aos ouvintes e o conhecimento de que o que era tocado ali, não se ouvia em nenhuma outra emissora. A exceção ficava por conta de algumas raridades, especificamente discos piratas, cujas músicas levavam a vinheta da rádio.

depois teclamos.
Imagem: discosusados.com.br

8 comentários:

R. R. Barcellos disse...

Excelentes memórias. Parabéns!
Abraços.

Jhosy . disse...

Não conheci,
mas achei interessante.
Hoje eu não consigo ouvir nenhuma emissora de rádio por que, fala sério, as vinhetas no meio das músicas são terríveis. Fora o fato de que a mesma música toca milhões de vezes, e convenhamos ... Poucas emissoras hoje tocam rock de verdade.

Adoro seus post Rike,
de alguma forma,
sempre me trazem algo novo e despertam minha curiosidade.

Beijo !
Jhosy
http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

Bia Hain disse...

Oi, Rike. Para mim, que já trabalhei em rádio, essa é uma postagem maravilhosa! além de locutora fui também programadora, e ficava irritada com o que chamam de "bater uma música", ou seja, repeti-la várias vezes quando é um sucesso. Acho isso muito chato. No máximo admitiria tocá-la uma vez em cada período do dia. Quanto às vinhetas e locução, infelizmente também é uma orientação dos donos de rádio. Nos tempos em que eu era ouvinte e pedia músicas para gravar ficava p quando colocavam vinhetas e locução no meio! Um abraço!

Milene Lima disse...

Tempos bacanas. Isso ainda demorou a chegar por aqui, rádio que tocasse rock.

Eu adorava gravar músicas tocadas nas rádios e ficava horas a espera das preferidas.

Quero voltar lá pros anos 80. Quero Legião, Cazuza e Titãs. Quero a irresponsabilidade lúcida e deliciosa.

Tem aí, Rike?

Beijo!

Albuq disse...

Muito bacana, memória é vida. Perfeito!

Regina Rozenbaum disse...

Iria gostar muiiiito dessa rádio!
Beijuuss n.a.

Barbie Californiana disse...

Que rádio interessante, Rike... Gostei do livro, vou deixar anotado aqui para comprar. ;)

Sissym disse...

Rike, to meio sumida, mas viva.
Desejo um OTIMO domingo.

Beijos

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